No Estado, 68 mil não buscam emprego e nem trabalham

No Estado, 68 mil não buscam emprego e nem trabalham

Números divulgados pelo IBGE se referem ao 3º trimestre deste ano e indicam, ainda, que um total de 369 mil está sem ocupação

Sessenta e oito mil pessoas no Espírito Santo estão aptas  para ingressar no trabalho, mas não buscam emprego. O número foi divulgado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no complemento da pesquisa oficial de empresa, a Pnad Contínua.

O dado é referente ao terceiro trimestre  deste ano (de julho a setembro) e inclui tanto pessoas que não procuraram trabalho, quanto aquelas que gostariam de entrar no mercado mas não estão disponíveis. Entre as justificativas para não buscar emprego estão tempo para os estudos, problemas de saúde, afazeres domésticos, falta de trabalho adequado, falta de oferta na localidade, falta de experiência ou qualificação, entre outros. Outros números que alertam para a baixa produtividade são a taxa de desocupação, referente às pessoas que procuram emprego mas não encontram, e as subocupadas, que estão no mercado produzindo menos que do que seu potencial. Ainda segundo o levantamento do IBGE, a desocupação no Estado
chegou ao nível mais alto desde que a pesquisa começou a ser feita, em 2012. Nesse período, a taxa chegou a 12,7%, sendo que há um ano, no mesmo trimestre, era 8,1%.

Já a taxa daqueles que estão aptos a trabalhar, mas não produzem como poderiam, chegou a 17,9% do total de potenciais trabalhadores, ou 369 mil em número absoluto de pessoas. Esse também é o total mais alto da série, que era de 9% no mesmo período de 2014. Para o economista e professor universitário Laudeir Frauches, esse alto número de pessoas fora
do mercado é um sinal de alerta. “O Brasil está no auge do bônus demográfico, que é quando a maior parte da população está em idade produtiva”, avalia. “Essa seria uma oportunidade de crescimento econômico para o País, mas que está sendo desperdiçada”, diz.

Enquanto há falta interesse por parte de uns, outros encontram dificuldades para conseguir espaço no mercado. A crise financeira reduziu os postos de trabalho, lembra a diretora da Center RH, Eliana Machado. Para conseguir oportunidades, ela orienta: “Muitas pessoas estão no momento de desespero e acabam perdendo o foco. É preciso definir com o que se deve trabalhar e construir o currículo voltado para isso, se preparando para a área específica que decidiu seguir ”.

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