Fofoca e traição fazem 3 mil perder emprego no ES

Fofoca e traição fazem 3 mil perder emprego no ES

Traições, vinganças e fofocas dentro de empresas estão longe de serem apenas cenas de novelas, séries e filmes. As brigas por questões comportamentais acarretam danos para a imagem profissional do funcionário, prejudicando empresas e ainda levando a demissões.

No Estado, só neste ano, cerca de 3 mil pessoas já tiveram seus vínculos rompidos com seus locais trabalho por esses motivos. 

Segundo o consultor de RH e diretor da Acroy, Elias Gomes, o clima organizacional é afetado quando essas más ações acontecem. “Isso repercute em muitas áreas da empresa e pessoas. É um grande estrago”. 

O consultor afirma ainda que, às vezes, não só quem é autor da fofoca ou vingança é despedido. Há casos em que os dois personagens são dispensados. “Quem foi alvo acaba sendo prejudicado por não saber esclarecer”, diz. 

Gomes acrescenta que o empregado fica com a imagem manchada no mercado e pode perder indicações de oportunidades.

A gerente de Recursos Humanos da Center RH, Eliana Machado, comenta que, diante de situações embaraçosas na empresa, os gestores precisam chamar as partes para conversar e ter sabedoria para avaliar se o problema conseguirá ser resolvido naquele momento ou só com medidas mais drásticas, como a demissão.

Eliana lembra que o Estado é pequeno e que muitas pessoas se conhecem, por isso, é necessário sempre o empregado fazer uma autoavaliação. “O mercado está exigente. Ninguém gosta de conviver com pessoas que não sabem se relacionar”.

No Tribunal Regional do Trabalho do Espírito Santo (TRT-ES) há processos pedindo indenização por quem já foi sabotado e até vítima de intrigas e fofocas dentro das empresas. 

O presidente do Tribunal, José Carlos Rizk, comenta que, além do autor do assédio, a empresa pode ser responsabilizada se soube do caso e não agiu. Rizk afirma ainda que ações por má conduta estão diminuindo se comparado ao passado, mas, destaca: “Temos muito o que avançar”.

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Matéria exibida no jornal A Tribuna de 26 de setembro de 2016. Pg 15

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